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BRASIL- A CORRUPÇÃO QUE LEVOU À RECESSÃO

Agora é oficial. Depois do aprofundamento da dilapidação do patrimônio nacional, via Petrobrás, Nuclebrás, BNDES, Eletrobrás e tantas outras organizações governamentais, a economia brasileira encolheu 1,9% no segundo trimestre, na comparação com o primeiro trimestre do ano, informou o IBGE nesta última sexta-feira, dia 28. E é o pior resultado para um segundo trimestre de toda a série histórica, iniciada em 1996. Foi um revés mais do que o esperado, já que analistas previam queda de 1,7%, de acordo com a mediana das projeções compiladas pela Agência Bloomberg, grande analista do mercado mundial. Na comparação com o segundo trimestre do ano anterior, a queda foi de 2,6%. No acumulado do semestre, o recuo foi de 1,2% e, em 12 meses, de 2,1%.No primeiro trimestre deste ano, o PIB revisou a queda de 0,2% para 0,7% frente aos últimos três meses de 2014. Com o resultado negativo entre abril e junho, o país voltou a entrar em recessão técnica — termo usado por economistas quando há duas quedas seguidas do PIB. A última vez que isso ocorreu foi no auge da crise global de 2008. O tombo daquela época, no entanto, foi bem mais intenso: contrações de 3,9% no quarto trimestre de 2008 e de 1,9% no primeiro trimestre de 2009. No ano passado, o país chegou a cair em recessão entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a sequência de variações negativas foi anulada por revisões de cálculos nos meses seguintes. Quase todos os componentes do PIB recuaram no segundo trimestre, frente ao trimestre anterior. A exceção foi o consumo do governo, que subiu 0,7%. O investimento — medido pela Formação Bruta de Capital Fixo — caiu 8,1%. A indústria, por sua vez, teve perda de 4,3%, enquanto na agropecuária essa taxa foi de -2,7%.O consumo das famílias teve queda de 2,1%, o pior desempenho desde o terceiro trimestre de 2001, quando recuara 3,2%. É o segundo trimestre seguido de queda no consumo das famílias na comparação anual, ou seja, em relação a igual trimestre do ano anterior.

Antes disso, o consumo das famílias tinha subido por quase 11 anos: 45 trimestres seguidos, ou desde o último trimestre de 2003. Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 1,428 trilhão no trimestre. A taxa de investimento no segundo trimestre foi de 17,8% do PIB, abaixo dos 19,5% do segundo trimestre de 2014. Já a taxa de poupança ficou em 14,4%, ante 16% em igual período de 2014.

INDÚSTRIA E INVESTIMENTOS NO PATAMAR DA CRISE-A queda de 8,1% frente ao primeiro trimestre da formação bruta de capital fixo (compra de máquinas, equipamentos e investimentos em construção civil), também um indicador de investimentos, é a maior desde o primeiro trimestre de 2009, quando o indicador despencou 10,1%, refletindo a crise global. Considerando os indicadores de produção, o desempenho da indústria também remonta a números da crise financeira global, iniciada em 2008. A queda de 4,3% em relação ao primeiro trimestre é a pior desde o primeiro trimestre de 2009, quando encolheu 5,9%. O destaque dentro do setor ficou com a construção civil, que registrou queda de nada menos que 8,4% — a pior de toda a série histórica do PIB, iniciada em 1996.Na comparação com o segundo trimestre de 2014, a única atividade a registrar crescimento entre abril e junho foi a Agropecuária, com alta de 1,8%. Pelo lado da demanda, os investimentos caíram 11,9%, enquanto o consumo das famílias recuou 2,7%. A indústria teve perda de 5,2%, enquanto Serviços caíram 1,4%. No consumo do governo, a queda foi de 1,1%.

GOVERNO AMEAÇA COM O RETORNO DA CPMF A PARTIR DE 2016- Com a saúde pública cada vez mais em penúria, um Ministro obscuro e sem credibilidade junto à sociedade, chamado Arthur Chioro, longe da envergadura do Professor Adib Jatene, que em 1993, no governo de Itamar Franco vendeu aos brasileiros o IPMF( depois transformado em CPMF) como um remédio para sanar as dificuldades orçamentárias da pasta (e que, infelizmente, em quase nada contribuiu para tal), vai ser o porta-estandarte, agora no segundo governo de Dilma Rousseff, da ressureição má fadada da CPMF, o chamado imposto do cheque, que através de Medida Provisória, a ser anunciada provavelmente na segunda-feira (dia 31), para ser apreciada pelo, bem sevado, Congresso Nacional (R$.500 milhões de emendas parlamentares foram liberadas essa última semana, já no agrado para a empreitada), e que se aprovada vigorará a partir de janeiro do próximo ano, com alíquota de 0,38% sobre toda movimentação de débitos em contas dos correntistas, pessoas físicas e jurídicas, para atender à saúde, gerando aproximados R$.80 bilhões/ano. Tanto a Presidente Dilma, como os Ministros Joaquim Levy e Nelson Barbosa vinham negando tal engendramento, mas dada a fragilidade das contas públicas, com a arrecadação indo pelo ralo incessantemente, agora, dando um tiro no pé, o Governo Central tenta atrair os governadores dos estados e os prefeitos municipais, prometendo-lhes repartir o fabuloso bolo. Na madrugada do dia 13 de dezembro de 2007, o Senado rejeitou a proposta de prorrogação da CPMF até 2011. A vigência da CPMF terminou no dia 31 de Dezembro de 2007, festejada por toda a nação.

IMPOSTÔMETRO REGISTRO R$.1,3 TRILHÕES DE IMPOSTOS ARRECADADOS SÓ ESTE ANO – No dia 25 de agosto último, dezesseis dias antes em comparação ao ano de 2014, o Impostômetro, dispositivo da Associação Comercial de São Paulo registrou um recorde, os brasileiros já pagaram este ano a fabulosa soma de R$.1,3 trilhões de impostos aos governos federal, estaduais e municipais, embora a economia esteja em recessão, dificuldades em todas as atividades produtivas, mas, como você percebe meu caro leitor, a carga tributária continua subindo. Infelizmente a administração dessa fabulosa montanha de dinheiro está indo literalmente para o ralo. Pela incúria dos governantes, é hora de chorar. Otto von Bismarck, notável primeiro ministro do Reino da Prússia, já dizia em 1878, e coube a ele a unificação da Alemanha, tornando-se o primeiro Chanceler (1871 - 1890) do Império germânico: “Um grande estado não pode ser governado com base nas opiniões de um partido”.

ELVIRO REBOUÇAS É ECONOMISTA E EMPRESÁRIO

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