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O MUNDO ATÔNITO- PARALISIA ECONÔMICA DO BRASIL

A semana que estamos encerrando foi ávida de notícias nos maiores jornais de economia do mundo da paralisação da economia brasileira. Em Nova York, Londres, Paris, Frankfurt, Tóquio e Pequim comentários nebulosos voltaram a salpicar a imagem do Brasil, com análises e estudos convergindo de que teremos um déficit orçamentário este ano em torno de R$ 70 bilhões, uma retração do PIB que poderá superar a 3% e uma inflação muito próxima a dois dígitos, de janeiro a dezembro, o dólar americano margeando a R$ 4,00, o desemprego se espraiando em todos os setores econômicos, deterioração política pulsante, causando falta de credibilidade a uma retomada do nosso crescimento, o povo atônito sem ter a menor ideia do que vai acontecer no curto, médio ou longo prazos. Estamos todos aturdidos, do governo ao assalariado. Faltam nomes na constelação política do país que possam ensejar confiança numa reversão, estamos no final de outubro, o ano marchando para o seu final e as perspectivas para 2016 não são alvissareiras, infelizmente. A luta pela sobrevivência de Dilma Rousseff e Eduardo Cunha está arruinando o país. Cada um ao seu estilo, a presidente pior avaliada e o deputado mentiroso desviaram a atenção do essencial: o país precisa parar de piorar. E rápido. Mas todo capital político e energia que ainda lhes restam estão voltados para que se mantenham nos cargos e para evitar punições pelas malandragens aqui e na Suíça. O quadro publicado acima é assustador. Os brasileiros foram às ruas protestar em março e agosto. Nada aconteceu. A piora só acelerou. Agora estamos em outubro, ainda mais deteriorados. Não existe nenhuma hipótese, é preciso dizer, de o país se estabilizar e voltar a crescer sem que o palavrão do ajuste fiscal seja colocado em prática. Sem isso, podemos esperar anos e anos de estagnação, desemprego e miséria. A conta é simples: a dívida bruta do país é calculada como proporção do PIB. Quando o PIB cai ou não evolui e os gastos crescem, a dívida aumenta. Ela deve fechar o ano equivalendo 66% do PIB, poderá ir a 69% no próximo ano e a 71% em 2017. Os selos de bom pagador do país que ainda restam irão embora muito antes disso, transformando o Brasil em um pária no ambiente financeiro internacional. Com consequências dramáticas para empresas que devem em dólar, para a inflação e o PIB. O que só reforçará o círculo negativo. A economia de mais de R$ 66 bilhões que o governo prometia em março para controlar a dívida pública neste ano evaporou e deve virar um rombo de R$ 70 bilhões. Isso apesar de cortes fortes. E o ano que vem? É evidente que não vamos sair dessa sem novos aumentos de receita, via impostos. Mas como engolir isso com Dilma e Cunha na área? Daí o impasse desse abraço de afogados. Com a energia política desviada para sua sobrevivência, todas as Propostas de Emenda Constitucional, projetos de lei e medidas provisórias de Dilma que visam o ajuste fiscal estão paradas no Congresso. Consequência das chantagens de Cunha. As mais importantes são a chamada DRU, que desvincula o destino de 30% da arrecadação federal (o que deixaria o governo livre para cortar ou dirigir gastos a outras áreas) e a CPMF, que garantiria uma arrecadação extra de R$ 42 bilhões. De novo, quem daria o cheque em branco da CPMF e mesmo as facilidades da DRU para Dilma neste momento? Mesmo isso só resolve o problema no curto e médio prazos. Pois existem bombas-relógio imensas mais à frente, como os gastos da Previdência, que já consomem 12% do PIB e não param de crescer. Dilma e Cunha não têm mais como resolver essa questão. Um dos maiores especialistas em contas públicas do país, Raul Velloso, aventa uma hipótese: Dilma precisa sair e deixar o comando a Michel Temer e a um novo ministro da Fazenda com trânsito junto ao vice-presidente e no Congresso. Que tenha uma visão macro da política e da economia. Sua sugestão é o tucano José Serra. Ele faz uma analogia com o passado: Fernando Collor chamou o conservador Marcílio Marques Moreira para a Fazenda a fim de tentar salvar seu governo. Não adiantou. O problema não era o ministro, mas o presidente. Collor caiu. Entrou Itamar Franco, que chamou FHC para a Fazenda. Dilma chamou o conservador Joaquim Levy para tentar salvar seu governo. O problema, de novo, não é o ministro. É a presidente.

A Vale voltou a registrar prejuízo no terceiro trimestre de 2015-
Apesar do recorde de produção de minério de ferro no período. Após ter alcançado um lucro de R$ 5,144 bilhões nos três meses anteriores, a mineradora Vale do Rio Doce mostrou perdas de R$ 6,663 bilhões no balanço referente ao período de julho a setembro, divulgado na quinta-feira (22). Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, que mostrou prejuízo de R$ 3,381 bilhões, o prejuízo da companhia dobrou. O resultado negativo foi atribuído ao efeito contábil da forte desvalorização do real ante o dólar na dívida da companhia, em meio aos baixos preços do minério de ferro. "A redução de R$ 11,807 bilhões no lucro líquido deveu-se, principalmente, ao efeito imediato nos resultados financeiros da depreciação de 28% do real contra o dólar no terceiro trimestre em comparação à valorização de 3% do real contra o dólar no segundo trimestre", disse a Vale, em suas demonstrações financeiras. O real perdeu 28% de valor em relação ao dólar durante o trimestre.

ELVIRO REBOUÇAS É ECONOMISTA E EMPRESÁRIO

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