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FLÁVIA QUEIROZ

Criado em Sexta, 08 Junho 2012 00:33

flavia queirozAzougue – Para chegar a Mossoró, muitos quilômetros rodados?

Flávia Queiroz – É verdade, como também é verdade que eu apenas nasci na cidade de Guarapari, no Espírito Santo, e, na realidade, nem ao menos conheço a minha terra natal. Já viajei um bocado por este Brasil, porém, por incrível que pareça, ainda não estive na terra capixaba. O pouco que sei sobre Guarapari, vem dos ensinamentos da minha mãe: uma cidade pequena, muito bonita, com uma praia por demais aprazível e por lá vivi apenas até os meus três anos de idade.

Azougue – Aportou muito nova em Mossoró?

Flávia Queiroz – Bem miudinha (risos), e aqui estudei no Instituto Alvorada, no Ginásio Sagrado Coração de Maria e no Colégio Diocesano Santa Luzia. No período da infância, por conta da profissão do meu pai, senhor Sebastião Targino, que atuava na área da construção civil, ainda morei em Pendências-RN, e também em Salvador, Bahia.

Azougue – Flávia Queiroz era uma boa aluna?

Flávia Queiroz – Honestamente, sim! Eu sempre fui de “devorar livros”, de dar atenção absoluta ao que o professor ensinava. Eu era aquela aluna que valorizava muito o professor que explorava da maneira mais ampla possível, o potencial do aluno, tanto é que, destaco os professores de matemática e geografia Chiquito e Maria de Lurdes, respectivamente, como autênticos mestres na arte da melhor condução cultural.

Azougue. À época você se imaginava promotora de justiça?

Flávia Queiroz – Nem de longe esse pensamento me rondava. Eu sempre me inclinei para a área da saúde, com uma forte tendência de seguir a medicina, e o que mais me fascinava era a oftalmologia. Quando da proximidade do vestibular, isso em Campina Grande, busquei uma vaga no curso de fisioterapia, fui aprovada, porém com nenhuma explicação, apenas aquele famoso “estalo”, me veio o interesse pela área jurídica e na Uern, aqui em Mossoró, eu consegui no ano 1995, atingir a meta, classificando-me em 12º lugar. No meio do 5º período, vendo as disciplinas mais práticas, mirei minhas atenções para a área do concurso público.

Azougue – Veio a formatura, e aí?

Flávia Queiroz – Terminantemente, eu já sabia o que queria. Nenhuma dúvida, o Ministério Público casava exatamente com o meu perfil, e friso, que estagiei com Armando Lúcio e outros promotores. A formatura aconteceu em 1999, colei grau em 2000 e passei no concurso no ano 2002.

Azougue – Qual a sua preferência no Ministério Publico?

Flávia Queiróz – Eu atuo na área criminal, tendo trabalhado em cerca de 30 júris e posso lhe dizer que gosto da área, mas, não é especificamente o que mais me encanta. No meu dia-a-dia, pratico a análise a crimes que não sejam específicos. Aquele tipo de crime que não é juizado.

Azougue – Em nove anos como promotora, a senhora, involuntariamente, já cometeu algum ato, que atraísse o arrependimento?

Flávia Queiroz – Se eu lhe dissesse que numa análise de processo, vez por outra, não existe uma pontinha de dúvida, aí eu estaria lhe mentindo. Quando isso acontece, sigo a meta de mais reflexões, de mais tempo para conclusões, para não me permitir o erro. Olha, em nenhum instante, convivi com a sensação de ter ajuizado uma ação equivocadamente.

Azougue – O momento mais brilhante da promotora Flávia Queiroz?

Flávia Queiroz – Acredito que o fato de ter passado um bom tempo na cidade de Caraúbas, apontada de maneira unânime como o município mais violento do Estado e ter tomado uma série de medidas desagradáveis, porém justas, para muitos dos seus habitantes e não encontrar até hoje restrições da sua população à minha conduta profissional, como também, já aqui em Mossoró, na Promotoria do Meio Ambiente, existiu uma situação que exigiu muito pulso firme e, mesmo diante de muita pressão, eu não cedi. O tempo me deu provas absolutas de que a coerência mais uma vez esteve ao meu lado.

Azougue – Como é ser casada com um ex-professor, colega na profissão e um inteligentemente torcedor do Fluminense, de nome Armando Lúcio?

Flávia Queiroz – Vejo-o como ex-professor, como colega, namorado, esposo e acima de tudo como o meu melhor amigo. Agora para agüentar o seu humor quando o Fluminense leva uma goleada, tenho que me socorrer de Nossa Senhora da Paciência (risos). Se você quer que eu defina Armando, eu apenas digo que ele é um “homem bom”, que veio à terra com o único objetivo de fazer o bem.

Azougue – Prá finalizar. O que irrita Flávia Queiróz?

Flávia Queiroz – Caby, você conhece alguém que chega a um restaurante, senta-se e incontinenti, acende um cigarro? Você conhece alguém que vai fazer uma entrevista para um site batizado de www.azougue.com. e que além do gravador conduz também 2 maços de cigarros? E que interrompe a entrevista, se afasta vai fumar um cigarrinho? Acho que se essa entrevista fosse realizada na promotoria de justiça, esse entrevistador, muito provavelmente receberia de presente um par de algemas (risos).

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