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IRACI PESSOA ALVES

Criado em Sexta, 08 Junho 2012 02:01

iraci pessoaAzougue – A cidade de Iracema, o ponto de partida da sua vida?

Iraci Alves – Exatamente, e lá permaneci até os 13 anos de idade. O meu pai era agricultor e apesar de termos nascido na cidade, vivemos o tempo todo em uma fazenda, ajudando o nosso velho a plantar milho. Ele ia na frente cavando os buracos e nós atrás jogando o milho e cobrindo de terra. Na boa safra lá estava toda a família apanhando feijão, quebrando milho, apanhando algodão (esta última a pior tarefa) da agricultura. Meu pai chamava-se Miguel Pessoa de Lima e minha mãe Adélia, sendo que ao todo o casal teve 23 filhos (dá pra você perceber que não tinha televisão na época) (risos), e dos filhos se criaram 15, sendo 12 mulheres e 3 homens.

Azougue – Em 1957 aportou então em Mossoró?

Iraci Alves – Isso mesmo, morando na residência da minha tia Alice, situada a avenida Rio Branco, Centro. Depois fui residir na casa da sua filha Socorrinha e em seguida de mala e cuia para a casa de Ione Menezes, uma vez que as minhas parentes viajaram para o Rio de Janeiro. Nesta época estudei no Colégio 30 de Setembro, onde cursei o Pedagógico e à noite fazia o Técnico.

Azougue – Quais as amigas do período estudantil?

Iraci Alves – Ivonete Paula, Conceição Fernandes, Rita de Mangabeira, Ivanir Sarmento, entre outras. Tinha a brincadeira, a fofoca não podia faltar, mas o estudo era absoluta prioridade, verdadeiramente levado a sério.

Azougue – Quais os primeiros passos dados no aspecto profissional?

Iraci Alves – Eu tinha algo em torno de 18 anos quando arranjei um emprego no Armazém Narciso, onde passei pouco tempo, depois trabalhei na Casa Porcino e em seguida no Armazém Rio Branco.

Azougue – Parou por aí?

Iraci Alves – Parei porque conheci o príncipe que está nos olhando agora (risos) e após o famoso “amor à primeira vista”, para não fugir à regra da época, aconteceu em muitas voltas que dávamos na praça Rodolfo Fernandes. Lá era o que se chama hoje de “point”. Quando se queria paquerar, aliás, flertar, só existiam dois caminhos. As praças Rodolfo Fernandes e Vigário Antônio Joaquim.

Azougue – O namoro foi muito demorado?

Iraci Alves – Do flerte para o início do namoro demorou pelo menos um mês. Olha Caby, eu não me lembro muito bem, mas tenho a impressão que eu dei o passo nesse sentido. Edmundo só fazia me olhar e eu pensei: “Já que ele tá demorando a vir eu vou lá” e aí amigo tome dois anos e meio e em seguida o casamento. Não posso deixar de frisar que parte deste namoro era na base da carta pra lá e pra cá, uma vez que concluídos os estudos, voltei a Iracema e o detalhe é que casamos lá, em nossa fazenda no ano 1968.

Azougue – O aspecto empresarial nasceu de que forma?

Iraci Alves – Edmundo se doava ao Banco do Brasil e eu cuidava dos filhos, Assis Neto, Ítalo e Glauber. Os meninos já crescidos e na nossa casa sempre existiram muitas plantas, tarefa que me fascinava muito. Amigas me pediam cestas, vasos e eu fazia tudo gratuitamente, até que Ataíde Fontes tinha uma floricultura e decidiu se transferir para Natal. Nós compramos o ponto, localizado na avenida Augusto Severo, isso no ano 1994. A verdade é que a estrutura ficava muito aquém do que queríamos e aí fomos para outro local, também na mesma avenida, e no ano passado nos transferimos para a rua João da Escóssia. A Center Plantas em 2011 está completando exatos 17 anos de existência, sempre obedecendo ao fator ética.

Azougue – Por muitos anos a senhora conviveu com um câncer de mama. Como foi essa batalha?

Iraci Alves – É muito gratificante falar sobre essa convivência, pois foi uma das maiores lições de vida que tive. Caby, pode ter certeza de que só em pensar que posso fazer o bem a alguém que esteja lendo esta entrevista, já me sinto extremamente gratificada e cada vez mais a certeza da proximidade com Deus. Veja, eu sempre me cuidei, nunca deixei de fazer os exames de praxe que a ginecologia recomenda. No ano 2002, após uma tarde cuidando das plantas, cheguei em casa, tomei banho e ao apalpar o meu seio senti algo diferente. No dia seguinte tive o mesmo comportamento, quando percebi a mesma coisa. Fomos a Fortaleza e por coincidência estávamos exatamente no período pré-determinado para a realização de novos exames. Feita a ultrassonografia e nos encaminhamos para o ginecologista de que há muito me assistia Dr. Alberto Régis. O olhar dele já me disse muita coisa e entendo que naquele momento a força divina agigantou-se no meu interior e eu falei: “Dr., pode me dar a péssima notícia”. Com calma, ele argumentou que o tratamento resolveria, depois faríamos um implante. Foi retirada a minha mama, depois foi implantada uma prótese. Olha, fica alguma sequela sim, mas quando você observa tantas injustiças, tantos problemas infinitamente superiores, você convive facilmente com esse processo. Não sei se reúno condições de dar conselhos, mas se alguém um dia passar por esse tipo de situação, peço que nunca perca as forças, nunca deixe de acreditar em seu médico e jamais deixe escapulir, em nenhum instante, a fé em Deus.

Azougue – Para finalizar, como é ser patroa do marido?

Iraci Alves – Taí uma coisa que há 17 anos eu tento entender. Eu sou a patroa na Center Plantas e este jovem que presencia a entrevista, meu eterno namorado de nome Edmundo Alves Cabral, que também é meu funcionário, é quem todos os meses paga o meu salário. Dá pra entender? Tem nada não, a junta trabalhista existe para esse tipo de situação (risos).

Comentários   

 
0 #1 jean-marc gauthier 07-06-2013 13:21
coucou à vous je soussigné j'ai pris le temps de lire votre profil et j'aimerais sympathise avec vous dans le but de mieux ample faire connaissance si cela ne vous dérange pas bien sur,voici mon adresse mail: ou mon skype:jean-marc 19781
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